O Retorno de Drakor - Em busca de Asturion e conversas no acampamento


O grupo de heróis seguiu o rastro de Asturion para tentar encontrar a filactéria de Drakor, mas acabou descobrindo que o necromante não estava no local onde a emboscada foi realizada. Um aprendiz do inimigo fora capturado e revelou o verdadeiro paradeiro de seu mestre.

Asturion pretende realizar um ritual utilizando a energia das árvores da Vida do vale de Arlin para criar uma defesa mágica poderosa e impedir qualquer um de ter acesso a filactéria de Drakor. Felizmente seus planos foram frustrados quando o grupo impediu seu aprendiz de destruir a última das árvores.

Agora o grupo parte em direção ao centro da grande necrópole construída pelo inimigo. Uma jornada árdua e perigosa, sendo guiados pelo seu prisioneiro.

Enquanto isso, Leriniel acampava próximo a um templo abandonado, ao sul de Fortinária liderando um grupo de aproximadamente 300 homens. Encontrava-se próximo à uma fogueira, extendendo os braços afim de aquecer, pelo menos um pouco, o corpo exausto e castigado pelo frio e pela chuva dos últimos dias.

Raradar aproximou-se do líder humano com passos fortes e apressados. Deixou o corpo cair ao lado de Leriniel, acomodando-se com um barulho abafado no tronco de árvore caído que servia como assento. O oficial anão então liberou as fivelas do cinto em seu peito e deixou que o pesado escudo de carvalho e ferro fosse ao chão ás suas costas. Imitou os gestos do companheiro, apontando as mãos para o fogo e suspirando longamente antes de começar a falar.

_ Não há nada no templo Leriniel. Reviramos tudo de cima abaixo. Nem sinal deles. Precisamos supor que estão perdidos infelizmente. Devem ter encontrado um informante ou algo do tipo e não tiveram tempo para avisar o Dunkar, na melhor das hipóteses. Ou suas aves foram abatidas. Estou sendo otimista aqui.

_ Eu sei Raradar. Espero que tenham sorte. Depois que os inimigos cercarem novamente Fortinária nossa última esperança será encontrar a filactéria e destruí-la de uma vez por todas para que os inimigos percam sua motivação e se dividam novamente. É impressionante como tantos se uniram à causa do Dragão Rei Traidor.

_ Impressionante de fato. Mas infelizmente esta não foi a única notícia ruim que vim lhe trazer. - O anão tirou de um dos bolsos internos do grande casaco um pergaminho e entregou-o, esperando o companheiro ler enquanto se aquecia na fogueira. Ao terminar o líder humano estava cabisbaixo e atirou o pergaminho na fogueira. Suspirou e falou:

_ Onde estão os elfos quando se precisa deles? Pelo menos temos a ajuda dos Eladrins.

_ Eu diria que temos que cuidar e proteger os eladrins se me fosse perguntado. Os soldados que escaparam do massacre foram poucos e a maioria dos refugiados de Ar-Finël são mulheres e crianças. Fortinária é poderosa e o Dunkar é generoso, mas com tantas bocas para alimentar um cerco se tornou uma ameaça fatal à nossa causa. - Raradar falava com um toque de desprezo na voz.

_ Nossa causa é a mesma que a deles: Sobreviver. Não seja tão amargo meu amigo, sabe muito bem que eles não tinham para onde ir e o Dunkar foi sábio e generoso em conceder-lhes refúgio. Os Eladrin são um povo antigo e com muitos conhecimentos em todas as áreas. Inclusive nas artes militares.

_ Não precisamos de ajuda nas artes militares. Os anões são os melhores neste aspecto com certeza. Mas se é para termos ajuda de estrangeiros, não acharia nada mal ter Belmil e Lemira lutando ao nosso lado. Ou talvez Kar-Rarash...

_ Kar-Rarash pode ser famoso, mas é também um traidor. - Interrompeu bruscamente Leriniel, e explicou: - Quando a guerra civíl eclodiu em Uzamar depois que descobrimos que o imperador era na verdade o dragão morto-vivo, ele preferiu ficar do lado do maldito dragão. Ordenou massacres e atrocidades que não ouso mencionar e hoje comanda as defesas de Bakenária. Um dia terei a garganta dele na lâmina de minha espada, mas isso terá que esperar. A sobrevivência agora é mais importante do que a vingança.

_ Sim. Compreendo. Perdõe-me por dizer tamanha besteira. Quando chegar a hora de reconquistar Bakenária pode contar comigo, assim como contamos contigo para defender Fortinária. - O anão colocou uma das mão sobre o ombro do amigo.

_ Sei que sim amigo. Agora mande buscar Durkarof. Temos uma coluna de suprimentos para atacar e uma maldita hidra para matar.

E assim, poucas horas depois, o grupo levantou acampamento e dirigiu-se para um carregamento de suprimentos do inimigo, defendidas por soldados e por nada menos do que uma enorme hidra.


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